Fragilização em aço 300M durante tratamento térmico de revenido
Autor
Adriana Lages Galvão
Orientador
- Orientador Carlos Alberto Guimarães Pagnano
Área de Concentração
Tecnologia de Fabricação
Data de Defesa
01/08/1992
Número da Tese
000199893
Resumo
No presente trabalho utilizou-se o aço 300M, a fim de constatar os processos de fragilização (da martensita revenida e ao revenido), quando o mesmo é exposto a certas faixas de temperatura. Para isto, o material foi submetido a duas condições diferentes de tratamento térmico: temperado e revenido (40 min a 350°C) e temperado, revenido (40 min a 600°C) e envelhecido (18 h a 430°C). Após serem tratados térmicamente foram feitos ensaios Charpy nas temperaturas: -196°C, -100°C, -50°C, -150°C, -220°C. Estes ensaios tiveram como objetivo o levantamento de curvas de transição dúctil/frágil. Foram observadas as superfícies de fratura das amostras ensaiadas no MEV, a fim de determinar os mecanismos de propagação e iniciação de fratura. Além disso, amostras polidas e atacadas também foram observadas para caracterizar as microestruturas obtidas com maior detalhe. O revenimento em 350°C não causou uma FMR (fragilização da martensita revenida) sensível, podendo ser justificada pela transformação dos carbonetos E em cementita ter sido apenas parcial no 300M. O revenimento em 600°C e envelhecimento posterior causou fragilização no material, parecendo indicar que foi causada pela presença conjunta de segregação de fósforo e precipitação de carbonetos nos contornos de grão pré-austeníticos.
